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segunda-feira, 10 de março de 2014

Retorno

Mais uma vez eu fui dormir para a dor ir.  A verdade é que cê tá trazendo de volta pra mim todos os fantasmas que a sua chegada fez partir. Só que dessa vez eles vem mais fortes. Sinto falta do começo de tudo, do romance e da felicidade que você me trazia. Agora tudo é rotina e a sua bipolaridade tá mexendo com a minha, de uma forma muito, muito ruim. Hoje eu vomitei o meu almoço e tomei mais um punhado de comprimidos, a vontade de usar preto voltou e com ela veio também a vontade de morrer. Às vezes acho que a minha vida perfeita seria isso: a morte.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Dormir para a dor ir...

2 ansiolíticos, 2 antialérgicos, 1 comprimido de remédio pra gripe e 1 comprimido de relaxante muscular. Eis o saldo dessa noite e de outras noites. E de outros dias também. A verdade é que não estou conseguindo te tirar da cabeça, e na minha mente inquieta, por mais que eu negue, o assunto é você. Meus dias tem estado mais tristes sem você. E só ficando dopada pra conseguir enfrentar a dor. Eu sei que você não aprovaria esse comportamento, já que é todo saudável e forte como um touro. Só te digo que  preciso de você na minha vida de novo para acabar com esse momento zumbi. Por que agora, tudo o que eu quero é dormir. Só dormir. Dormir, dormir e dormir. Dormir, para a dor ir...

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Altruismo

“Ela sabe dar conselhos para todo mundo, menos para ela. Ela sabe tirar as lágrimas dos outros, menos as lágrimas dela. Ela sabe cuidar de todos, menos dela. Ela sabe curar a dor dos outros, menos a dor dela."

domingo, 15 de dezembro de 2013

Sobre alegrias violentas e fins violentos

Estas alegrias violentas, têm fins violentos
Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora 
Que num beijo se consomem

William Shakespeare


Dizer que eu não esperava isso seria mentir. Há alguns dias vinha te sentindo distante, imerso em seus próprios pensamentos, sem lugar para mim na sua vida. Mas dizer que eu sabia que seria ontem o dia que você colocaria o fim em tudo, isso eu não posso. Ah, não posso mesmo. Sua ligação me pegou desprevenida e me deixou pasma, você deve ter percebido, porque tudo o que eu consegui dizer era "ok", "tudo bem", "te entendo" e "se é o que você quer". Você até riu do quanto eu estava atrapalhada e em um momento de remorso perguntou como poderia consertar tudo. Olha, isso eu não sei. Não sei como você pode consertar. Na verdade, nem sei como você pode um dia estragar tudo. A gente se dava tão bem, tinha os mesmos gostos, os mesmos papos, compartilhamos o mesmo amor pela mesma profissão que um dia iremos ter. E tudo aconteceu tão rápido e foi tão forte, parecia que a gente se conhecia há anos. Mas como o próprio trecho acima conta, num beijo nos consumimos e a alegria violenta teve um fim violento. Amor, você já tinha me prevenido, falou que enjoava rápido e que sumia sem dizer adeus. Te agradeço por isso, já que você teve pelo menos a decência de ligar. LIGAR. 23h47, 0:09:18 min de desculpas. Esperava mais. Tudo durou 46 dias e bem, preciso dizer que esses 46 dias foram uns dos melhores que eu já tive. Das ligações de 4 horas cheias de profundos dilemas sobre a vida às conversas bobas no carro depois de namorar um pouco. Adorei falar com você sobre a 2ª Guerra Mundial e sobre seus filmes antigos, sobre nossa vontade de vencer na vida, de viajar para os mesmos lugares, dos gostos parecidos e sobre sua mania de dieta. Obrigada por compartilhar comigo os seus medos e as suas burradas e obrigada também por me ouvir. Seus segredos estarão guardados comigo para sempre, assim como espero que os meus que estão com você também estejam. Aprendi muita coisa contigo e continuo te admirando e torcendo para que alcance seus objetivos assim como espero pacienciosamente que um dia você perceba a burrada que fez.

Com amor,

Sua Caloura.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

How many secrets can you keep?

A verdade é que estou começando a gostar de você. E por mais que a ideia soe tão boa depois desse tempo sem sentir nada, ela me assusta demais! Me deixa aterrorizada, me paralisa. Todos meus esforços para parecer fria e indiferente diante das suas investidas tem se mostrado inúteis e não consigo evitar derramar um olhar carinhoso em sua direção cada vez que você faz uma piadinha ou me olha com aquela cara de cachorro sem dono. E você que só finge ser todo desligado - e que na verdade é ligado em tudo até demais - já percebeu. E isso acaba te dando espaço para se aproximar. E por mais que eu adore a ideia de você perto de mim, meu cérebro não para de gritar: "fogo!" por que é isso que você é. Lindo, vibrante, quente, hipnotizante e acima de tudo perigoso. Difícil é não cair na sua rede. Por que é a gente não se conheceu em uma situação diferente? As vezes rio sozinha ao pensar o quanto a vida é irônica e maldosa. Tudo o que eu sempre quis, tão perto e ao mesmo tempo tão longe. E agora você está interessado na minha amiga. Ou finge estar. E o que eu posso fazer em relação a isso? Só observar e fazer as vezes de cupido. Acho que eu gosto de sofrer. É só que, não consigo me sentir aberta em relação a isso. Se chegássemos a esse extremo, eu não conseguiria me impor e dizer: "eu gosto de você, não fique com ela". E pra ser sincera, eu acho que você tem consciência dos meus sentimentos e insiste em falar comigo sobre essa menina só pra me deixar com ciúmes. Todas as suas ações são calculadas. E por mais que eu enxergue isso, não consigo acalmar meu coração cada vez que você fala o meu nome ou diz que eu sou bonita. Ainda que um lado de mim fale que está tudo bem e que mais uma vez eu estou perdendo o lado bom da vida não me deixando levar, o outro lado - aquele que já foi machucado e lembra muito bem das dores que o amor traz - me deixa toda engessada em relação a essa situação. Eu odeio pensar demais sobre tudo. Odeio. Se eu fosse daquelas que não me importasse com as coisas, as dores e as opiniões, tudo seria mais fácil. Só que eu não consigo. Não consigo só seguir a corrente e tentar ser feliz e vivo me auto-sabotando. Destinada a ficar sozinha, essa sou eu.

Pra fechar, uma música que não sai da minha cabeça:

sábado, 3 de agosto de 2013

Quando você parou de se achar bonita?

 
Uma amiga minha me mandou esse vídeo no Facebook. Estava achando o clipe tão engraçadinho até o momento em que a frase "Quando você parou de se achar bonita?" apareceu e me tirou o chão. Sério. Eu não sei direito o que aconteceu, mas o fato é que a produção realmente me tocou e eu não conseguia parar de chorar depois de assistir. Acho que essa frase aparentemente tão simples me trouxe memórias nada agradáveis e junto com essas memórias sentimentos que eu tento evitar. A verdade é que eu não me acho nem um pouco bonita. Eu odeio me olhar no espelho. Por mim, se possível, eu nasceria de novo pra tentar a sorte mais uma vez. O engraçado é que não me lembro bem quando isso aconteceu - quando eu parei de me achar bonita. Imagino que deve ser quando a beleza começou a ser cobrada e eu reparei que minhas amigas chamavam mais atenção do que eu. Minhas experiências de vida não foram tão agradáveis no quesito beleza. Aí você me diz que a beleza vem de dentro e que eu tenho que me amar para que os outros me amem mas o que eu posso fazer quando não me acho bonita em nenhum dos lados? E que o amor por mim mesma não existe? Pois é, acho que temos um pequeno probleminha aqui...

domingo, 12 de maio de 2013

Pensar enlouquece

Às vezes eu acho que minha mente trabalha rápido demais. Ou apenas trabalha demais, o que já explicaria o fato de que muitas vezes uma enxurrada de pensamentos chega e me sufoca, me tira o sono, me tira a paz. Gostaria de não ser assim. Gostaria de ser daquelas pessoas que só deixam passar, que não ficam se perguntando 'e se' e 'e se'. Mas como nem tudo na vida é do jeito que gostaríamos que fosse, só sei que, as vezes acho que vou enlouquecer.

Hoje eu acordei de madrugada com o coração acelerado, apertado, galopando no peito, querendo sair. Estava aflita. Minha cabeça não parava de rodar com flashes da noite anterior. Meu Deus, por que eu sinto tanto? Por que essa cabeça de merda insiste em reviver algumas cenas desagradáveis repetidamente? Por que eu insisto em pensar? É nessas horas que eu desejo morrer. É nessas horas que a morte parece tão convidativa, aquela calmaria que só se encontra no final de tudo. Só não faço isso por que tenho medo de não ter o perdão de Deus. Acho engraçado como algumas pessoas falam mal de religião, mas elas não percebem que isso é alguma das vezes o que segura as pessoas na terra.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

You know you're right

Uma das formas que encontro para organizar as minhas ideias é escrever, já que as vezes a nossa mente pode ser um lugar meio caótico e barulhento e não muito confiável ou confortável. E minha cabeça anda muito tumultuada nesses dias... O problema é: estou vivendo um bloqueio. Tenho vontade escrever, só que não consigo. As palavras não parecem certas, não saem, não se encaixam.

Dormi a maior parte do final de semana, e escutei repetidamente State Of Love and Trust e You Know You're Right enquanto pensava na vida. Not so good. Dormi boa parte da manhã de hoje também. Curiosamente, dormir agora a noite não parece tão bom. Sinto que é desperdício. Como é irônica a vida. Devo ser uma pessoa noturna.

Ouvir Kurt Cobain gritando paaaaaaain nunca pareceu tão certo. Mãe começou a fazer perguntas. Not so good too. Só quero que me deixem quieta, não falem comigo, nada. Tenho muita coisa para processar e aceitar.

Só uma coisa a acrescentar: Facebook anda muito repugnante ultimamente (como a maioria das coisas e das pessoas).

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

For Everything a Reason

~~

And so they say lord, for everything a reason
For every ending a new beginning
Oh so they say baby, for everything a reason
And so they say baby, for everything a reason

[...]

And so they say lord, for everything a reason
My house is haunted by wrong desire
And on my skin left the scent of indignation
And so they say baby, for everything a reason

[...]

 For every lie, honey, the truth lay underneath it

~~

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Can't go back, I can't go on

Os últimos dias tem sido meio difíceis. São dias duros, que passam devagar. Nas ultimas 3 noites não consegui dormir direito e as horas que dormi foram poucas. Estou sofrendo, e prefiro não pensar no assunto, não pensar no quanto tenho sido desvalorizada e no quanto minha vida está começando a andar para trás, atrasar. As vezes paro e vejo essa droga de existência distorcida que eu tenho. Queria tanto que fosse diferente, TANTO. Queria ser uma pessoa diferente, em um corpo diferente, com uma aparência diferente, que não tivesse medo de ir, de arriscar, de viver. Quando olho para trás e vejo a enorme quantidade de coisas que perdi me sinto doente. Quando converso com minhas amigas ou escuto o relato de outras pessoas fico me sentindo estúpida. Eles tem uma vida tão melhor que a minha. Eles saem, eles tentam, tem histórias para contar dos seus erros e acertos. E eu, o que eu tenho? Eu não tenho nada, sou aquela que é destinada a ouvir outras histórias e rir delas, desejando que fosse eu que as tivesse vivido.

Eu amo os meus pais, não estou dizendo que não, mas as vezes eles são tão errados. Eu não posso sair, eu não posso tentar, eu não posso errar, eu não posso. Estou destinada a essa existência medíocre e absolutamente entediante. A sensação que eu tenho é de estar sentada perto de uma janela olhando o mundo lá fora, sem poder sair, sem poder experimentar, sem poder conquistar. A realidade é: você aprende a não errar ERRANDO. Mas eu não tenho essa opção. Eu sou aquela que está destinada a ser a filha perfeita, que não sai de casa, não namora, não descobre, que não tem o passado sujo, aquela que fica em casa cozinhando.

As vezes eu acho que a culpa é minha. As vezes eu acho que tenho que chutar o pau da barraca e dizer: EU ASSUMO DAQUI. Mas eu não gosto de briga, não gosto de clima ruim, não gosto de discussão. Na maioria da vezes prefiro aceitar a imposição do que brigar. É só que não tenho mais forças, toda rebelião é inútil. Não muda nada, só aumenta a mágoa.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

I'm a puppet on a string

"Eu quero que você seja uma médica, uma promotora ou uma delegada da Polícia Federal e não aceito nada menos do que isso. Eu não quero você numa estrebaria, mexendo com cavalos e fedendo bosta."